O lucro deve ser o resultado do esforço econômico. Prima a lei do mercado. Sabendo disso, empresários e empreendedores costumam buscar sempre novas formas de incrementos das receitas financeiras das suas empresas. No afã de conseguir resultados mais imediatos, muitos gestores se enveredam por searas desconhecidas a acabam atolados no lamaçal do prejuízo, incrustado nos pântanos das dívidas. Isso normalmente ocorre com aquelas pessoas ou empresas que, não detendo conhecimentos específicos, são encantados pelos cantos das sereias, que de vez em quando ecoam no mercado brasileiro oferecendo fórmulas mágicas de ganhos e lucros.
Falo isso, para enfatizar a prática nefasta do famigerado cartão de descontos em serviços médicos, que se tornou uma verdadeira praga entre as empresas médicas tupiniquins. Como facilmente sabido e certificado, o cartão de descontos é proibido por lei, quando aplicado em empresas médicas. Além deste entrave jurídico, o tal cartão ainda dar amargos prejuízos, uma vez que cria várias opções de gastos para o potencial cliente da clínica ou consultório médico.
No lugar o cartão de descontos, empresas médicas devem optar pela implantação do cartão de fidelidade ou cartão saúde. Que, além de ser totalmente legal é recomendado pelos conselhos regionais de medicina com a melhor forma de estreitar os laços entre a empresa médica e sua clientela.
Já vimos que uso do cartão de descontos provoca prejuízos para as empresas médicas, pois ele acaba desvirtuando os gastos do cliente da clínica ou consultório, para outros fins como compras de cosméticos, brinquedos, combustíveis, produtos de pet shop, hotelaria etc. Ou seja, o recurso financeiro disponível para ser utilizado em serviços médicos acaba indo para outros negócios, normalmente alheio ao cunho voltado para a saúde.
Além disso, um outro malfado hábito está acometendo os usuários destes cartões de descontos em serviços médicos, que, além do desconto oferecido na tabela de preços de serviços, os usuários querem mais descontos sobre os descontos. Alguns médicos, na eminência da fria ganância, acabam aceitando essa nefasta prática e incorrem nos erros da popularização sem critérios, do que se entendia com prática médica. Isso é um erro crasso.
Cientificamos que o gasto per capita com cartão de fidelidade em serviços médicos fica em torno de R$ 365,00 ao ano. Já quando se utiliza o tipo cartão de descontos, esse valor médio cai para R$ 208,00 ao ano. Ou seja, a empresa médica que opta pelo ilegal sistema de cartão de descontos perde em média por cliente/ano R$ 157, 00, que por certo são gastos em outros negócios não médicos.
As empresas médicas precisam saber se querem ter consumidores ou clientes. Se a opção for por consumidores, desses que pagam, consomem e vão embora, o cartão de descontos lhes cabem muito bem. Pois nessa modalidade mercantilista impera exclusivamente todas as variantes do mercado e suas supostas implicações. Vale ainda dizer que, por ser ilegal, mais cedo ou tarde, quem pratica essa modalidade de atendimento por cartão de descontos, precisará de serviços advocatícios para lidar com as imposições das leis e seus custos. Em suma, prepare o bolso para os honorários dos homens de preto!
Na opção de cartão de fidelidade em serviços médicos, a empresa ganha em todos os aspectos porque oferece um atendimento especial e com isso melhora o relacionamento com aquele cliente que, incapaz de se manter pagando as caras mensalidades dos planos de saúde, prefere receber um atendimento nas mesmas qualidades dos serviços particular, pagando por isso preços especiais.
Além disso, sabe-se com bastante afinco que o cartão de fidelidade raramente é único. Ou seja, todo o cliente que paga um preço especial para ter um atendimento excepcional, propaga esse serviços por todos os cantos e acabam atraindo novos clientes para a empresa médica. Só o efeito psicológico do termo fidelidade já é o suficiente para agradar e atrair novos clientes.
O cliente do cartão de descontos em serviços médicos não comenta, mas ele já sabe que receberá um atendimento quase igual aos dos postos públicos de saúde. Quem gosta de pagar com descontos sabe que não pode exigir serviços especiais. Isso é fato. Já o cliente do cartão de fidelidade quer um tratamento especial, empresa organizada e atendimentos nos horários estabelecidos.
Portanto doutor ou doutora, se vocês querem sair do pelourinho imposto pelos planos de saúde e convênios médicos, procurem conhecimentos específicos para se implantar o lucrativo e próspero sistema de fidelidade de cliente em empresas médicas. Agora, se por ventura, o seu negócio é simplesmente ganhar alguns trocos com os seus dignos e suados conhecimentos médicos, pode optar por fazer adesão aos tantos sistemas de descontos que se oferecem no mercado nacional. Obviamente, pelos motivos a razões aqui expostos, seus ganhos serão ínfimos e lhe trarão prejuízos certos.
Eu, particularmente, não gosto de descontos, pois quem vive pedindo descontos, por certo não sabe o verdadeiro valor da vida.



2 comments
Comments feed for this article
21/10/2009 às 10:54 am
regina
gostaria de saber com funciona esse cartao?,pois tenho entersse,o que fazer pra telo?obr.:regina
04/11/2009 às 10:01 am
SERGIO ROBERTO
Interessante seu artigo pois sou consultor e gostaria de saber qual é a lei especifica que proibe cartao de desconto na area de suade,ficarei muito garato pela atençao deispensada.